18 de março de 2026
Numa era marcada pela volatilidade, a incerteza já não é uma perturbação ocasional; é uma condição operacional constante. No último episódio do Sedgwick Podcast, a apresentadoraKimberly George,DiretoraGlobalde Marca, conversa comDave Arick, Diretor Executivo de Gestão Global de Risco, para explorar o que realmente significa resiliência nos dias de hoje e como as organizações podem passar da conscientização à ação.
Com base nas conclusõesdo estudo global sobre riscosda Sedgwick e em décadas de experiência prática, a conversa divide a resiliência em etapas práticas e viáveis. Ao longo de cinco segmentos específicos, George e Arick analisam o panorama global de riscos, o papel do planejamento de cenários, as intervenções que diferenciam os líderes, lições extraídas de estudos de caso reais e o que é necessário para construir uma organização resiliente para o futuro.
Segmento 1. O panorama global de riscos: exposição crescente, preparação mediana (começa aos 02:20)
A conversa começa com uma realidade preocupante. De acordo como estudo sobre riscos globais da Sedgwick, apenas uma pequena porcentagem das organizações se considera totalmente preparada para os principais riscos globais, mesmo com a exposição a esses riscos continuando a aumentar. A instabilidade geopolítica, as ameaças cibernéticas e os riscos relacionados à IA lideram a lista de preocupações dos executivos; no entanto, a maioria das organizações admite estar apenas moderadamente preparada.
Arick aponta vários fatores por trás dessa lacuna. O risco geopolítico, em particular, é difícil de prever, pois muda rapidamente e, muitas vezes, de forma imprevisível. O risco cibernético, embora ainda esteja em evolução, tem se beneficiado de anos de investimento direcionado e especialização, fazendo com que as organizações se sintam mais confiantes nessa área. Ele também destaca uma discrepância de percepção, observando que os executivos podem estar mais otimistas quanto à preparação do que os profissionais de risco, que estão mais próximos das realidades operacionais.
A conclusão é clara: a exposição ao risco está aumentando mais rapidamente do que a preparação da organização, e para colmatar essa lacuna é necessária uma avaliação mais honesta do grau de preparação e uma integração mais forte dos conhecimentos especializados em risco nas discussões estratégicas.
Segmento 2. Planejamento de cenários: passando de uma abordagem reativa para uma proativa (começa aos 05:34)
Passando do diagnóstico à ação, a discussão volta-se para o planejamento de cenários como uma ferramenta essencial para a transição de uma gestão de riscos reativa para uma proativa. Arick enfatiza que o planejamento de cenários não precisa ser de responsabilidade exclusiva das equipes de risco. Em vez disso, deve ser integrado a todos os níveis do planejamento estratégico, desde as unidades de negócios até a diretoria.
Traçando paralelos com exercícios de continuidade de negócios e recuperação de desastres de TI, Arick explica como cenários estruturados ajudam as organizações a testar premissas, identificar lacunas e compreender como diferentes resultados poderiam afetar a estratégia. Um planejamento de cenários eficaz leva em conta resultados otimistas, pessimistas e de manutenção do status quo, permitindo que os líderes reconheçam sinais precoces e adaptem os investimentos de acordo com a situação.
Em vez de prever o futuro, o planejamento de cenários desenvolve a capacidade de reação da organização. Ele prepara as equipes para reconhecer as mudanças mais rapidamente e responder com maior confiança.
Segmento 3. Intervenções práticas: O que distingue os líderes dos seguidores (começa aos 08:14)
Do planejamento, a conversa passa para a execução. George e Arick exploram como intervenções práticas transformam a preparação da teoria em ação, usando a segurança cibernética como um excelente exemplo. Ao longo da última década, a resiliência cibernética evoluiu de uma preocupação de nicho para uma capacidade essencial dos negócios, apoiada por talentos especializados, ferramentas e exercícios simulados regulares.
Arick observa que essas práticas são hoje um requisito básico para a maioria das organizações. A oportunidade reside em aplicar o mesmo rigor além da tecnologia. Simulações, planos de recuperação e avaliações quantificadas de risco podem ser adaptados para lidar com interrupções na cadeia de suprimentos, riscos operacionais e outras ameaças não técnicas.
Um tema central neste segmento é a quantificação. Quando as organizações conseguem medir o impacto potencial, elas podem ter discussões mais produtivas sobre onde investir e por quê. A quantificação permite uma alocação de capital mais inteligente e reforça os argumentos a favor da resiliência.
Segmento 4. Estudos de caso: histórias de sucesso em adaptação (começa às 12h40)
Para ilustrar a resiliência em ação, Arick compartilha um estudo de caso de uma fase anterior de sua carreira que demonstra o valor da preparação. Muito antes da pandemia da COVID-19, a organização já havia criado equipes de planejamento para pandemias e de continuidade de negócios em resposta a surtos regionais anteriores e riscos operacionais.
Quando surgiram as primeiras interrupções na cadeia de suprimentos no início de 2020, essas relações já estabelecidas e os exercícios simulados realizados anteriormente permitiram que as equipes se mobilizassem rapidamente. Como as funções, os canais de comunicação e os mecanismos de tomada de decisão já eram conhecidos, a organização conseguiu responder com agilidade à medida que a situação se transformava em uma crise global.
A lição não é sobre prever um evento específico. Trata-se de investir desde cedo na coordenação, no planejamento e na colaboração entre equipes, para que, quando o inesperado ocorrer, a organização esteja pronta para agir.
Módulo 5. Perspectivas futuras: Construindo uma organização resiliente (começa aos 15:35)
Olhando para o futuro, George questiona o que é realmente necessário para passar de um nível moderado de prontidão para uma resiliência mais sólida. Arick reconhece que a preparação total é uma meta ambiciosa, mas destaca várias medidas práticas que as organizações podem adotar.
Em primeiro lugar, o planejamento de cenários deve tornar-se uma prática rotineira, e não pontual. Em segundo lugar, as organizações precisam de apoio contínuo da alta administração para iniciativas de fortalecimento da resiliência, como continuidade de negócios, gestão de crises e recuperação de desastres. Em terceiro lugar, a avaliação de riscos deve ser dinâmica, evoluindo em paralelo às mudanças nas operações, na geografia, na liderança e na tecnologia.
Por fim, Arick destaca a importância da cultura. Uma organização resiliente promove a colaboração, valoriza a preparação e incentiva as equipes a trabalharem de forma integrada, superando as barreiras entre departamentos. A resiliência não é um documento nem uma estrutura. É uma forma de agir.
Para concluir, Arick reforça que a incerteza e a volatilidade não são mais desafios enfrentados apenas pelos profissionais de risco. São realidades com as quais todo líder empresarial precisa lidar. As organizações que investirem em resiliência não apenas enfrentarão as perturbações com mais eficácia, mas também se posicionarão como líderes do setor.
Assista ou ouça a conversa completa
Para ouvir a discussão completa e obter uma visão mais aprofundada sobre como desenvolver resiliência por meio do planejamento de cenários e de intervenções práticas,clique aqui para assistir à conversa ou baixe o podcast para ouvir.
Assista ao vídeo completo do podcast:https://youtu.be/rlbGcObmDNA
Ou baixe o episódio:https://www.podbean.com/eas/pb-42n8z-1a7139e
Tags: construção resiliência Resiliência
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