27 de abril de 2022
Após um aumento constante no número de mortes relatadas causadas por produtos infantis defeituosos, a Comissão de Segurança de Produtos de Consumo (CPSC) está sob pressão para agir de forma mais agressiva, pressionando as empresas a recolherem produtos que representam um risco para crianças e bebês.
Em 2021, os EUA registraram o segundo maior número de mortes relacionadas a produtos infantis nos últimos 10 anos. E a tendência parece continuar. Não só as mortes aumentaram no ano passado, como também o número de ferimentos e incidentes. Este mês, a Kids In Danger (KID) divulgou seu relatório anual,Tracking Trends: Children’s Product Recalls in 2021(Acompanhando as tendências: recalls de produtos infantis em 2021), analisando os produtos infantis recolhidos pela CPSC. Em 2021, houve 14 mortes, 136 ferimentos e 6.058 incidentes antes do recall — em comparação com 2020, em que não houve mortes, nove ferimentos e 704 incidentes. Esses problemas relatados não ocorreram apenas com produtos infantis, mas também com produtos em geral, como ímãs e vitaminas.
Nossorelatório sobre o estado da nação em 2022constatou tendências semelhantes ao analisar o setor de produtos de consumo como um todo. Os brinquedos infantis, por exemplo, foram uma das categorias de produtos mais ativamente recolhidas.
Lei Sunshine sobre Segurança dos Produtos
“Podemos e devemos resolver isso. A CPSC precisa ter o poder de decidir quando e como comunicar informações vitais sobre saúde e segurança relacionadas a produtos potencialmente perigosos aos consumidores, e as empresas responsáveis pelo recall precisam trabalhar com a CPSC para priorizar a rapidez e a eficácia do recall”, afirmou recentemente a deputada Jan Schakowsky, presidente da Subcomissão de Proteção ao Consumidor e Comércio da Câmara dos Deputados dos EUA, após analisar as estatísticas. “Estou ansiosa para abordar essas questões em minha subcomissão, de preferência de maneira bipartidária, incluindo a aprovação daLei Sunshine in Product Safety(Transparência na Segurança dos Produtos) para garantir que a CPSC possa alertar rapidamente o público sobre produtos potencialmente perigosos.”
Se o Congresso aprovar a lei, ela dará à CPSC o poder de emitir avisos sobre produtos e exigirrecallssem dar aos fabricantes voz ativa sobre como, quando e até mesmo onde as informações serão divulgadas. Na verdade, a CPSC, entre outros órgãos reguladores, já está utilizando as mídias sociais para divulgar avisos de recall, a fim de aumentar seu alcance junto aos pais e outros consumidores.
Recomendações
Devido ao aumento da conscientização dos consumidores e à pressão resultante sobre o Congresso e a CPSC, os fabricantes precisam relatar mais prontamente quaisquer problemas que possam ameaçar a segurança das crianças. Também é importante que os fabricantes de brinquedos, roupas e outros produtos infantis criem e mantenham canais de comunicação claros com a CPSC e os consumidores, para que sejam vistos como cooperativos com os reguladores e promovam uma maior confiança entre os defensores dos consumidores.
As empresas, especialmente aquelas que fabricam e vendem produtos infantis, devem priorizar sua preparaçãopara recalls, para que possam responder de forma rápida e eficaz quando ocorrerem falhas nos produtos, proteger-se contra litígios de responsabilidade civil pelo produto e proteger sua reputação em um momento em que o escrutínio sobre seu setor está em alta.
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