14 de maio de 2025
A fraude continua sendo um dos desafios mais persistentes enfrentados pelo setor de seguros, custando à economia dos EUA cerca de US$ 309 bilhões anualmente. De falsas alegações de lesões a faturas inflacionadas, a fraude está em constante evolução, assim como a maneira como diferentes gerações a percebem e respondem a ela.
O verdadeiro custo da fraude
Embora a fraude seja frequentemente considerada um “crime sem vítimas”, muitas vezes acaba custando milhões para empresas e consumidores. A fraude em seguros de vida representa US$ 74,7 bilhões anualmente, seguida pela fraude no Medicare, com US$ 60 bilhões, e pela fraude em seguros patrimoniais e de acidentes (incluindo roubo de automóveis), com US$ 45 bilhões. A fraude em indenizações trabalhistas e na área da saúde também contribui significativamente, com US$ 34 bilhões e US$ 36,3 bilhões, respectivamente.
Definindo os sinais de alerta
É fundamental distinguir entre fraude e abuso. A fraude é definida como um engano deliberado com o objetivo de obter benefícios não autorizados e deve conter todos os quatro elementos. O abuso, embora muitas vezes menos intencional, ainda envolve o uso indevido de benefícios, como exagerar lesões ou cobrar por serviços não prestados. Ambos resultam em custos desnecessários.
A estrutura M.I.L.K. pode ajudar a avaliar se um ato enganoso ultrapassa os limites e se torna uma fraude.
- Materialidade
- Intenção
- Mentira
- Conhecimento
Uma visão geracional sobre a fraude
Embora a fraude seja uma preocupação universal, a forma como é percebida varia entre as gerações. No entanto, quando questionados, a maioria em cada grupo afirmou que teria uma reação negativa se alguém que conhecessem tivesse cometido fraude.
- Os baby boomers (1955-1964) valorizam o trabalho em equipe e a progressão na carreira, mas muitas vezes mantêm uma perspectiva mais formal e respeitosa da autoridade.
- A Geração X (1965-1980) valoriza a autonomia e a flexibilidade, com uma abordagem focada na carreira, mas cética.
- A geração Y (1981-1996) busca trabalho significativo e feedback, equilibrando consciência social com orientação para objetivos.
- A Geração Z (1997-2012) é nativa digital, altamente conectada e espera transparência e justiça.
Apesar das diferenças, esses grupos têm pontos em comum em áreas como conhecimento tecnológico, desejo de equilíbrio entre vida profissional e pessoal e alfabetização digital. Essas características podem ser aproveitadas na criação de campanhas educativas ou treinamentos de conscientização sobre fraudes.
Além disso, o uso de ferramentas de análise e IA permitirá uma melhor identificação das medidas a serem tomadas no início do processo de sinistro, além de fornecer orientações ao examinador com base em casos de sucesso anteriores. Por fim, oferecerá uma visão mais profunda das opções do requerente e ajudará a estimular todas as partes a chegarem a uma resolução oportuna.
Próximos passos para as organizações
À medida que as forças de trabalho se tornam mais multigeracionais e os comportamentos digitais continuam a mudar, as seguradoras devem adaptar seus esforços de prevenção de fraudes de acordo com essas mudanças. Os empregadores terão que trabalhar para encontrar um meio-termo com sua força de trabalho, a fim de promover e educar nossas futuras gerações, ao mesmo tempo em que abandonam o que se provou ineficaz.
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