Dizer que os últimos dois anos foram desafiadores para a indústria da aviação é um eufemismo. O tráfego de passageiros caiu dois terços em 2020 em comparação com 2019 e a recuperação tem sido mais lenta do que o esperado. Na verdade, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) prevê que o tráfego em 2022 será de apenas 60% dos níveis pré-pandemia. No que diz respeito ao crescimento, a Airbus da França — por meio de sua previsão de mercado global — e a Boeing dos Estados Unidos — por meio de sua perspectiva de mercado comercial — publicam projeções anuais de tráfego. A previsão mais recente da Airbus abrange o período de 2021 a 2040 e informa que o tráfego de passageiros poderá retornar aos níveis de 2019 entre 2023 e 2025. A previsão da Airbus também projeta que o tráfego global crescerá em média 3,9% ao ano entre 2019 e 2040. A perspetiva da Boeing oferece uma projeção de crescimento semelhante de 4,0% ao ano durante o mesmo período de 22 anos. Além disso, em 31 de março de 2022, a Boeing tinha uma carteira de encomendas de 4176 aviões. Em maio de 2022, a Airbus tinha encomendas para 21.072 aviões. Com base nessas projeções, a manutenção em hangares de aeronaves provavelmente aumentará drasticamente, juntamente com o número de hangares em todo o mundo.

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